segunda-feira, 16 de maio de 2011

AIQ- 2011- AMAZONAS

Inscrições abertas para o concurso de cartazes “Química para um Mundo Melhor”


Atenção, alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares do Estado do Amazonas! Vocês já podem inscrever seus trabalhos para o inédito concurso de cartazes “Química para um Mundo Melhor”. Como parte das comemorações do Ano Internacional da Química (AIQ) no Brasil, o concurso é uma iniciativa do Conselho Regional de Química XIV (Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia) e da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas.

Cada escola poderá enviar até dois cartazes, os quais devem ser produzidos individualmente ou por equipes de, no máximo, cinco alunos. Serão premiados três cartazes, de acordo com os critérios de criatividade e originalidade do trabalho; impacto visual; coerência com o tema; coerência entre produção do trabalho e a faixa etária do aluno; além de boa apresentação.

Os trabalhos devem ser enviados pelo correio até 30 de maio para o Conselho Regional de Química XIV Região - Concurso de cartazes – Ano Internacional da Química, Rua Saldanha Marinho, 633 Centro, 69.010-040, Manaus-AM.

A entrega dos prêmios acontecerá no dia 18 de junho, no Studio 5 Centro de Convenções, em Manaus.

Mais informações sobre o regulamento, inscrições e resultado em: www.crq14.org.br, pelo e-mail anointernacionaldaquimica@crq14.org.br ou telefone (92) 3234-4956 ou (92) 3233-8896.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Ano Internacional da Química 2011

ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA – 2011
“Química - nossa vida, nosso futuro”

Introdução e Justificativa:

Toda matéria conhecida - gás, líquido e sólido - é composta de elementos químicos ou de compostos fabricados a partir destes elementos. A compreensão humana sobre a natureza é baseada em nosso conhecimento da química. Na verdade, todos os processos da vida são controlados por reações químicas, ou seja, a bioquímica.
A União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC) e a UNESCO acreditam firmemente que é hora de celebrar as realizações da Química e suas contribuições para o bem-estar da humanidade.
Na sua Assembléia Geral, realizada em Turim, Itália, em agosto de 2007, a IUPAC aprovou, por unanimidade, a resolução a favor da proclamação de 2011 como Ano Internacional da Química. Menos de um ano depois, o Conselho Executivo da UNESCO recomendou a adoção de tal resolução.
Durante o Ano Internacional da Química, serão planejadas atividades, tais como:

a. Potencializar o reconhecimento da química como ciência indispensável para a sustentabilidade de todos os processos vitais da atualidade –
A Química, apropriadamente chamada de Ciência Central se traduz como uma pesquisa profundamente filosófica, sendo ao mesmo tempo, uma investigação científica aplicada. A química, como Ciência, é fundamental para a compreensão da humanidade e sua ação sobre nosso planeta e o cosmos. Transformações moleculares realizadas através de processos químicos, são a base para a produção de alimentos, medicamentos, combustíveis, metais, ou seja, praticamente todos os produtos.
Através do AIQ, a comunidade química homenageará publicamente a Arte e a Ciência da Química, e sua contribuição essencial ao desenvolvimento do conhecimento humano que, ao longo dos séculos, fez avançar o progresso económico e a promoção de um meio-ambiente que se pretende cada vez mais saudável.
b. Aumentar o interesse dos jovens pela Química –
A fim de assegurar que os jovens sejam atraídos e mobilizados por essa Ciência Central que é a Química, o AIQ terá o papel de difundir os benefícios incalculáveis que a Química pode oferecer à humanidade através manipulação dos recursos naturais existentes, sempre de forma ética e sustentável. Em parceria com as Nações Unidas, o Ano Internacional da Química dará uma grande contribuição educacional em direção à consecução das Metas do Milênio e à Década das Nações Unidas pela Educação para o Desenvolvimento Sustentável, em particular nas áreas da saúde e meio-ambiente.
c. Gerar entusiasmo para o futuro criativo da química –
Ampliar a compreensão de todos os povos para os benefícios advindos do nosso amplo reconhecimento da importância do desenvolvimento da química para a resolução dos problemas que atualmente afligem a humanidade. Estimular a criatividade e gerar entusiasmo para as oportunidades da descoberta de novos princípios e inusitadas aplicações, que continuamente aparecem através de inovadoras composições das propriedades moleculares. Químicos inevitavelmente desempenham um papel fundamental na superação dos desafios do mundo de hoje, por exemplo, ajudando a abordar as metas do Milênio das Nações Unidas. Uma compreensão profunda da ciência da química é essencial para o desenvolvimento da medicina molecular, para a criação de novos materiais e fontes sustentáveis de energia e alimentos.
d. Comemore o 100º aniversário do Prêmio Nobel de MME. Curie, e o 100º aniversário da Fundação da Associação Internacional das Sociedades Químicas –
O ano de 2011 marca o 100º aniversário do Prêmio Nobel de Química atribuído a Marie Sklodowska Curie, em reconhecimento da sua descoberta dos elementos rádio e polônio. As extraordinárias realizações da Dra. Curie continuam a inspirar alunos, especialmente as mulheres, a seguirem carreira em química. O ano de 2011 também marca o centésimo aniversário da fundação, em Paris, da Associação Internacional das Sociedades de Química, cuja abordagem contempla a necessidade de cooperação internacional entre os químicos do mundo tudo e zelando pela padronização internacional da nomenclatura de pesos atômicos, das constantes físicas e da comunicação científica.

O Ano Internacional da Química – 2011 tem a finalidade de:

• Melhorar a compreensão e a valorização da química pelo público.
• Reforçar a cooperação internacional, servindo como ponto focal ou fonte de informação para as atividades das sociedades químicas nacionais, instituições de ensino de química, indústrias químicas, organizações governamentais e não-governamentais que se ocupam dos fenômenos químicos.
• Promover o importante papel da química como fonte de contribuição nas soluções para os desafios globais.
• Intensificar o interesse e a mobilização dos jovens em torno das disciplinas científicas, especialmente aquelas que são desenvolvidas através do método científico, por análise, por hipótese, por experimentação e conclusões.

A UNESCO foi fundada em novembro de 1945 como uma agência especializada das Nações Unidas, com a finalidade de contribuir para a construção da paz, o combate à pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural através da educação, ciência, cultura e comunicação. No cumprimento da seu missão, a UNESCO atua como um laboratório de ideias e uma agência de normatizadora para definir acordos internacionais, nos assuntos de delicadeza ética e emergentes. A Organização também serve como uma câmara de compensação – para a difusão e partilha de informação e conhecimento - enquanto colabora com os Estados-Membros soma suas capacidades intelectuais, humanas e institucionais em diversos campos. Através destas atividades, a UNESCO promove a cooperação internacional entre seus 193 Estados-Membros e seis Membros Associados. Seus programas em foco, dentro das Ciências da Natureza, promovem a mobilização dos conhecimentos científicos e da política de desenvolvimento sustentável nas áreas das Ciências Básicas, Educação, Ciência Ecológica e Ciências da Terra, Ciências da Água e mudanças climáticas. Mais informações sobre a UNESCO e suas atividades no campo das ciências naturais está disponível em www.unesco.org/ciência.
A União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC) foi fundada em 1919 pelos químicos da indústria e da academia. Por quase 90 anos, a IUPAC conseguiu promover a comunicação a nível mundial nas ciências químicas e a unir acadêmicos do setor químico, industrial e público em uma linguagem comum. A IUPAC é reconhecida como a autoridade mundial em nomenclatura química, terminologia normatizada, métodos de medição, pesos atômicos e muito mais. Nos últimos anos, a IUPAC tem sido proativa no estabelecimento de uma ampla variedade de conferências e projetos destinados a promover e estimular o desenvolvimento da química moderna, e também em ajudar nos aspectos da educação e do ensino-aprendizagem da química. Mais informações sobre IUPAC e suas atividades é disponível em www.iupac.org.
Vários eventos, em âmbito internacional, estão previstos para final de 2010 e decurso de 2011, envolvendo públicos e comunidades diversas. Sugere-se:

• Oportunizar a todos os níveis de ensino, desde crianças em idade pré-escolar até estudantes universitários, demonstrações da química e seus fenômenos.
• Organizar visitas a instalações industriais, incluindo fábricas, indústrias químicas de metais, refinadoras de petróleo, dentre outros.
• Divulgar as contribuições da química para a economia global, através da imprensa falada, escrita e televisiva.
• Promover concursos e exposições de cartazes, destacando o encantamento que as transformações químicas desperta no ser humano, além de ressaltar seus benefícios e utilidades.
• Elaborar projetos com o foco na resolução de problemas, através dos quais os alunos possam utilizar-se des seus conhecimentos químicos, para resolvê-los.
• Divulgar amplamente as incontáveis contribuições que a química tem oferecido para melhorar a qualidade de vida das pessoas ao longo da história da humanidade.
• Organizar a realização de Feiras de carreiras profissionais ligadas à química. Convidar alunos em fase de formação acadêmica e escolha profissional, para demonstrar como seria atuar no âmbito dessas carreiras.
• Promover a interação dos alunos com os líderes regionais da municipalidade para destacar a importância da Química na administração de uma cidade para garantia da qualidade de vida de seus habitantes.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Artigo

ELABORAÇÃO DE UMA METODOLOGIA PARA O USO DO LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS COMO FACILITADOR DO ENSINO DE CIÊNCIAS.



Danielle Cristina Oliveira Ferreira1

Eila Bentes de Vasconcelos2

Luana Taisse de Oliveira Alemão3

Rosa Azevedo4



Resumo

A pesquisa foi bibliográfica e teve como objetivo conhecer como o laboratório de Ciências pode contribuir para facilitar o Ensino de Ciências, identificando o que os teóricos dizem sobre a utilização do laboratório de Ciências no Ensino de Ciências e conhecendo como os professores utilizam os laboratórios de Ciências na aula de Ciências, e por fim elaborar uma metodologia para utilizar o laboratório de Ciências baseada nas metodologias padrões. E a partir da aplicação da metodologia fica claro o efeito da associação das aulas práticas de laboratório de ciências com as aulas teóricas que, através da prática de laboratório o aluno tem a oportunidade de observar visualmente os processos dos quais ele estuda nas aulas teóricas, podendo notar com maior clareza os efeitos dos fenômenos das ciências e relacioná-los com o seu cotidiano.



Palavras-Chave: Ensino Ciências; Metodologia; Laboratório de Ciências.

                                   

Introdução



A utilização do laboratório didático como parte integrante do Ensino de Ciências nas escolas de nível fundamental, segundo Benite (2009), tem suas raízes no século XIX. Isso deixa evidente que o laboratório é usado há bastante tempo, motivo para incentivar ainda mais o seu uso nas escolas.

No entanto para que essa utilização ocorra de modo a contribuir para melhorar o Ensino de Ciências é preciso que os professores tenham clareza teórica e metodológica para a utilização do laboratório com os alunos.  Por outro lado, para compreensão da Ciência é necessário o desenvolvimento do raciocínio de todas as disciplinas, uma vez que o cerne da ciência é perceber, saber falar sobre e interpretar as transformações das matérias causadas pelo favorecimento de novas interações entre as partículas constituintes da matéria nas diversas situações.

A fim de contribuir para essa questão este trabalho tem por objetivos: Conhecer como o laboratório de Ciências pode contribuir para facilitar o Ensino de Ciências, através das identificações que os teóricos dizem sobre a utilização do laboratório de Ciências no Ensino de Ciências, e também conhecer como os professores utilizam os laboratórios de Ciências na aula de Ciências, e a partir dessa identificação e conhecimento, elaborar uma metodologia para utilizar o laboratório de Ciências. Para tanto, faremos uma pesquisa bibliográfica a partir de leituras e fichamentos de estudos que discutam a questão do laboratório no Ensino de Ciências.

Inicialmente entendemos que a aula prática aproxima o aluno do conteúdo, ele participa e compreende melhor o conteúdo, ou boa parte dele, mas antes de levar os alunos para o laboratório o professor deve ensinar as regras de comportamento no laboratório para evitar acidentes. Como as escolas de ensino fundamental ou médio apresentam um laboratório pequeno, o professor utiliza pouco esse espaço, com práticas bem simples, e muitas das vezes ele busca meio alternativo. E nessa concepção o professor tem que encontrar uma metodologia de como trabalhar as aulas laboratoriais.

Entendemos que com uma metodologia bem estruturada para se trabalhar as aulas práticas no laboratório, o professor enriquece mais seu conhecimento e aprende junto com seus alunos. E assim é possível realizar uma prática com turma de 30 ou 40 alunos, onde o trabalho pode levar alguns dias, mas é realizado. São também realizadas práticas com materiais alternativos que estão mais próximos do cotidiano dos alunos.

1 Laboratório no Ensino de Química

              

Os laboratórios são construções caras, equipados com instrumentos sofisticados, exigindo técnicos para mantê-los funcionando, os alunos precisam se deslocar até lá, as turmas não podem ser grandes, os materiais têm que ser freqüentemente substituídos e renovados, etc. Talvez, sejam em face destes motivos, que os laboratórios e as aulas experimentais de Química têm se tornado cada vez mais escassos (BENITE e BENITE, 2009).

Em uma pesquisa feita por alunos graduandos em química da Universidade de Brasília-UnB foi observado que o professor das escolas onde existe um laboratório está mais motivado, em virtude do incentivo que tem por possuir uma ferramenta tão valiosa e importante como o laboratório, a preparar aulas mais dinâmicas e interessantes, que busquem prender a atenção dos alunos e despertem neles a curiosidade de se estudar química. Das escolas pesquisadas 35,5% dos professores se limitavam a ministrar aulas teóricas deixando as demonstrações práticas para os professores específicos de laboratório, sabemos que o fato da escola possuir uma aula específica de laboratório já é um grande avanço, mas é importante que o professor demonstre também na sala de aula o quanto a química pode ser simples e fácil. No entanto, havia escolas que não possuíam laboratório, mas os professores procuravam ministrar atividades experimentais em sala, mesmo com precariedade (MORAES et al., 2002).

Em nossos contatos com professores do ensino de ciências, observamos que eles não utilizam os laboratórios e essa realidade é comum nas escolas públicas e as explicações são por falta de espaço e material. Os laboratórios nessas escolas são pequenos, onde suportam no máximo 15 pessoas e assim fica difícil trabalhar com uma turma de 30 ou 40 alunos, onde o professor acaba dividindo a classe em grupos, pois assim fica melhor de se trabalhar.

Com esses problemas citados, a maioria dos docentes prefere não dar aula nos laboratórios. Mas há exceções com alguns professores que por falta dos laboratórios utilizam outro método alternativo que é levar alguns materiais para sala de aula para que seus alunos possam aprender os assuntos que precisam de alguns exemplos práticos.

A interação que ocorre em sala de aula é mais que um simples encontro professor-aluno em torno de uma tarefa de aprendizagem (MORAES et al., 2002). O professor passar a ser para seus alunos um ponto de referência, caso esses alunos queiram ser futuros docentes.  Um bom educador forma ciclos de amizade com seus alunos, pois acaba ensinando seus alunos a questionar assuntos que estão presentes na sociedade, ajudando a serem formadores de opiniões.  

Os alunos entediam-se quando as aulas de química são só em sala, por isso eles não prestam atenção, ficam conversando e perdem o interesse pela disciplina. É comum quando se pergunta para os alunos qual a disciplina que eles não gostam na escola. A maioria responde: Química, Física e Matemática, a química sempre está no meio e os motivos são os métodos de ensino do professor, não basta apenas ter só aula prática ou só teórica, é preciso que os alunos percebam a fusão dos dois conceitos. 

Nesse sentido, o laboratório de ciências apresenta-se como uma alternativa para o ensino de ciências pelos professores e alunos.







1        O uso do Laboratório de Ciências       

Os professores de ciências em geral acreditam que a melhoria do ensino passa pela introdução de aulas práticas no currículo. Curiosamente, várias das escolas dispõem de alguns equipamentos e laboratórios que, no entanto, por várias razões, nunca são utilizados, dentre às quais cabe mencionar o fato de não existirem atividades já preparadas para o uso do professor; falta de recursos para aquisição de componentes e materiais de reposição; falta de tempo do professor para planejar a realização de atividades como parte do seu programa de ensino; laboratório fechado e sem manutenção. São basicamente as mesmas razões pelas quais os professores raramente utilizam os computadores colocados nas escolas. (Borges, 2002).

Com base em algumas pesquisas é notório que professores utilizam pouco os laboratórios de ciências e uns por situações precárias das escolas utilizam atividades de campo, pois para que essa atividade seja feita o professor tem que ter domínio do lugar a ser visitado, para poder saber o que deve ser explorado dos alunos, e esses lugares passam a ser também um laboratório. Berezuk e Inada (2010) esclarecem que a falta de atividades de campo no processo de ensino tem como conseqüência o empobrecimento didático e isto ocorre pela falta de contato do aluno com a realidade, prejudicando o desenvolvimento de sua cidadania.

É importante que os professores de Ciências levantem, em primeiro lugar, em seu planejamento, quais atividades práticas demandam a utilização de laboratórios e quais poderiam ser realizadas sem os mesmos. Desta forma, o professor poderá perceber que existe uma gama de experimentos que podem ser realizados em grupos na própria sala de aula, por exemplo, quando se trata da classificação de seres vivos, em que insetos, plantas ou mesmo materiais como conchas, frutos entre outros materiais biológicos que não oferecem riscos ao aluno possam ser manipulados e estudados. (Berezuk e Inada, 2010).

E a partir desses planejamentos são elaboradas as atividades que deverão ser feitas nos laboratórios de ciências pelo professor, aplicando uma metodologia que possa ser compreendida pelos alunos.

3                    Metodologia para o uso de laboratório de Ciências

Existem várias metodologias que são usadas nos laboratórios do ensino de ciências. Mostraremos uma que não foge dos padrões, mas para isso o responsável, ou seja, o professor ao aplicar a metodologia tem que ter a consciência do nível de conhecimentos dos alunos e se ela vai ser compreendida. Para melhor compreensão, a metodologia que elaboramos com base no referencial teórico, principalmente no que diz Berezuk e Inada (2010), e também em nossas experiências como acadêmicas do curso de Licenciatura em Química, é composta por cinco momentos.

Para desenvolver a metodologia utilizada como exemplo o conteúdo “Ácido é Bases”, que é trabalhado com os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. São duas principais funções químicas. O ácido tem sabor azedo e está presente em muitas substâncias usadas no nosso cotidiano: vinagre, suco de limão, laranja, uva, maçã, entre outros.

Em nível operacional, pode ser identificado por meio de das substâncias que mudam de cor na sua presença: os indicadores (papel de tornassol (rosa ou azul)). Segundo Arrhenius, ácido é toda substância que, em solução aquosa, origina como único cátion o H+ (H3O+). Podem reagir com metais, carbonos e bicarbonatos. Os principais ácidos são: Ácido fluorídrico, ácido clorídrico, ácido sulfúrico, ácido cianídrico, entre outros.

Já as bases possuem sabor adstringente, que “amarra” a boca. Estão presentes nos sabões. A primeira definição de base (chamada também de álcali), foi dada por Arrhenius: “toda substância que, em solução aquosa, origina o OH- como único tipo de ânion”. Podem reagir com ácidos e também agem sobre indicadores. As principais bases são: Hidróxido de sódio, hidróxido de magnésio, hidróxido de cálcio, etc.

Passamos então para a metodologia proposta:

1º. Abordagem da temática em sala de aula antes de ir para o laboratório: onde o professor deve abordar o assunto relacionando com a prática antes de ir para o laboratório, pois assim o aluno quando chegar ao laboratório terá uma noção do que se deve fazer na hora da prática.

2º. Esclarecimento quanto ao uso do laboratório: o professor deve esclarecer aos seus alunos como eles devem se comportar no laboratório, falando as regras para que não ocorram acidentes.

3º. Montagem da aula prática no laboratório, juntamente com os alunos: o professor deve montar os kits para aulas práticas e falar da importância de todas as vidrarias e materiais usados no experimento.

4º. Procedimento experimental: nesta seção deverá conter o procedimento da prática elaborada pelo professor. Esse procedimento deve ser revisto juntos com os alunos, sempre dando dicas do que eles devem fazer para chegar a um resultado. Caso os alunos errem o procedimento o professor deverá rever o procedimento para ver onde eles erraram.

5º. Avaliação: o professor pediria um relatório sobre a aula prática, mas antes ele explicaria como seria esse relatório: sua estrutura básica. Esse relatório deve permitir ao professor avaliar e acompanhar o desempenho de seus alunos.

4        Conclusão

Com base nas pesquisas feitas é difícil achar uma metodologia padrão para ser usada pelos professores no laboratório. Acreditamos que a metodologia apresentada nessa pesquisa poderá ser bem aceita por professores e alunos. Sabe-se que aulas práticas que envolvam não só teoria, mas também o cotidiano dos alunos são de fundamental importância para o processo de ensino- aprendizagem. Nesse sentido, o professor também passará por um melhor desenvolvimento no seu campo profissional, tornando a si mesmo e aos alunos autônomos da produção de seus próprios conhecimentos. Não só na área da química, mas nas demais áreas a prática é fundamental. No caso, o uso do laboratório facilita a aprendizagem dos alunos, além de despertar curiosidade com os experimentos aplicados, o que melhora a compreensão dos assuntos abordados.

5        Referências

 BENITE, Anna Maria Canavarro e BENITE; Cláudio Roberto Machado. O laboratório didático no ensino de química: uma experiência no ensino público brasileiro. Revista Iberoamericana de Educación, 2009.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, 1999.



 BORGES, A. Tarciso. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. 2002.

Disponível em: < www.periodicos.uem.br/ojs/index. php/actascihumansocsci > Acesso em: 10 out 2010.

BEREZUK, Paulo Augusto; INADA, Paulo. Avaliação dos laboratórios de ciências e biologia das escolas públicas e particulares de Maringá, Estado do Paraná. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences. Paraná, 2010.

                                                            

MORAES, Fábio Luiz de.  SOUZA, Hécio Wanderley de Almeida. RODRIGUES, Ricardo da Cunha. BATISTA, Walter A. de Almeida. Atividade Experimental no Ensino Médio Público. 2002. Disponível em: < www.fe.unb.br/revistadepedagogia > Acesso em: 10 nov 2009.



SILVA, Fabio W. O. da; PEIXOTO, Marco A. N. Os laboratórios de Ciências nas Escolas Estaduais de Nível Médio de Belo Horizonte. Educação &Tecnológica. Belo Horizonte, 2003.



SILVA, A.M e CHAVES, E.S.L. tendências para o ensino de química. 2008. Disponível em: < www.abq.org.br/simpequi/2008/ > Acesso em: 13 jun 2010.

USBERCO, João; SALVADOR, Edgard. Química Volume1: Química Geral. 14 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.


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1,2,3- Alunas do Curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas- IFAM.
4- Mestre em Ensino de Ciências. Professora do Curso de Licenciatura em Química do Instituto Fedreal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas- IFAM.